Como todas as cidades, temos também aqui, os nossos tipos populares.
São indivíduos estigmatizados por algum defeito de ordem física ou mental, estereotipado pelo sofrimento congênito. Outras vezes, é a marca da doença, da falta de amparo às gestantes, da miséria, da sífilis, enfim, em uma palavra: da infelicidade.
A existência de tais tipos é, de certo modo, uma necessidade em todas as cidades. Eles fazem, na sua tristeza, com que os outros riam e se divirtam, principalmente, a petizada.
Quem não conhece, em Barretos, o Zé? Zé de que, não sei.
É um infeliz alegre. Sempre cantando, ou melhor, tartamudeando uma melodia qualquer, sempre no mesmo ritmo, sempre no mesmo tom!
Não tem parada. Sobe e desce 10, 20, 30, um sem número de vezes a Rua 20, a Rua 18. Entra e sai da igreja. Dentro da casa de Deus, não cessa sua cantoria. Às vezes, faz um arremedo de sinal da cruz ou de genuflexão.
É um inofensivo. A molecada, com ele, não tira partido. Debocham e caçoam dele. Mas, o Zé na sua indiferença filosófica lá vai rua acima, rua abaixo, sempre resmungando, sempre cantando alguma coisa que ninguém entende.
Ah Zé! Como você é feliz na sua infelicidade.
Feliz, porque lhe atingem as ironias e as troças que os infelizes assocam contra você.
Daqui, da minha obscuridade, fico matutando e invejando aquela filosofia genial do pobre Zé.
São indivíduos estigmatizados por algum defeito de ordem física ou mental, estereotipado pelo sofrimento congênito. Outras vezes, é a marca da doença, da falta de amparo às gestantes, da miséria, da sífilis, enfim, em uma palavra: da infelicidade.
A existência de tais tipos é, de certo modo, uma necessidade em todas as cidades. Eles fazem, na sua tristeza, com que os outros riam e se divirtam, principalmente, a petizada.
Quem não conhece, em Barretos, o Zé? Zé de que, não sei.
É um infeliz alegre. Sempre cantando, ou melhor, tartamudeando uma melodia qualquer, sempre no mesmo ritmo, sempre no mesmo tom!
Não tem parada. Sobe e desce 10, 20, 30, um sem número de vezes a Rua 20, a Rua 18. Entra e sai da igreja. Dentro da casa de Deus, não cessa sua cantoria. Às vezes, faz um arremedo de sinal da cruz ou de genuflexão.
É um inofensivo. A molecada, com ele, não tira partido. Debocham e caçoam dele. Mas, o Zé na sua indiferença filosófica lá vai rua acima, rua abaixo, sempre resmungando, sempre cantando alguma coisa que ninguém entende.
Ah Zé! Como você é feliz na sua infelicidade.
Feliz, porque lhe atingem as ironias e as troças que os infelizes assocam contra você.
Daqui, da minha obscuridade, fico matutando e invejando aquela filosofia genial do pobre Zé.
Urbanus
Pai parabens pelo blog... adorei... essas cronicas nunca havia visto... SENSACIONAL mesmo...
ResponderExcluirNovamente meus PARABENS... O vô Urbano iria adorar...