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segunda-feira, 19 de julho de 2010

A MISSA DAS CRIANÇAS

Uma das coisas que mais me satisfaz e mais me reconforta o coração é a missa das 9 horas, aos domingos. Dá gosto a gente ir à Igreja para vê-la plena de meninos e meninas separadas em classes dirigidas por piedosas catequistas, ostentando vestes domingueiras. Dentro da casa do Senhor, não param aquela garabulha tão própria da infância. Soa a sineta no Altar Mor: Entra paramentado o sacerdote que celebrará o Santo Sacrifício. No púlpito, o Padre Paulo conclama os petizes para silenciarem e prestarem atenção à missa que está se iniciando. Aquele zumbido de mil vozes cessa quase que todo. O Padre Paulo vai então explicando as partes do Sublime Oficio. De vez em quando ele emenda um conselho, uma advertência, que tanto serve para os pequeninos assistentes como para os adultos presentes. Quando a criançada na sua natural inquietação, começa a se impacientar nos bancos, o Padre recorre à música. Escolhe uma página de um livrinho de Cantos Sacros. E um grupo de meninas mais crescidinhas inicia um hino. Cantam um estribilho e os demais, os pequeninos, as catequistas, alguns adultos mais piedosos e o próprio Padre, respondem com o coro. É extraordinária essa missa das 9! No que se diz à freqüência, é a número 1. A Igreja fica completamente cheia. Há gente até nas escadas, nas portas e até na rua defronte à entrada principal. Quem, como muitos, chegar atrasado alguns minutos, têm de se conformar e ficar do lado de fora. É a Missa das Crianças! Não sei desde quando é rezada especialmente para os pequeninos filhos desse meu “Chão Preto”. Só sei dos benefícios que ela nos traz e da alegria que nos proporciona. Quando termina o Santo Sacrifício, em ordem, saem as classes cantando e evocando ora a proteção dos Céus, ora oferecendo seus coraçõeszinhos a Jesus. E, submisso, também digo, oh meu Jesus proteja o meu “Chão Preto”!

Urbanus

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